1# SEES 19.11.14

     1#1 VEJA.COM
     1#2 CARTA AO LEITOR  OS LIMITES DO MALABARISMO
     1#3 ENTREVISTA  JOO DIONISIO AMODO  AO POVO  QUE  DO POVO
     1#4 LYA LUFT  A NAU AVARIADA
     1#5 LEITOR
     1#6 BLOGOSFERA

1#1 VEJA.COM
EDUCAO DE VERDADE
O americano James Heckman, ganhador do Prmio Nobel de Economia de 2000, defende h mais de uma dcada a tese de que o investimento em educao na primeira infncia, em particular nos primeiros cinco anos de vida, aumenta em at 60% a renda da populao. , portanto, uma das melhores aplicaes que naes podem fazer para garantir o crescimento econmico. Em outra frente, pesquisas elaboradas por neurocientistas, mdicos e educadores mostram que o desenvolvimento nessa fase da vida requer a integrao entre sade, educao e proteo social. Ao site de VEJA, especialistas explicam como esse trabalho conjunto pode refletir na melhoria da educao brasileira e garantir s prximas geraes o que as anteriores no conseguiram: reduzir as desigualdades socioeconmicas ainda no bero. 

HOLLYWOOD PARA MENORES
Sem grandes concorrentes no cinema nacional, produes hollywoodianas voltadas para adolescentes tm feito bilheterias histricas nos ltimos anos. Em 2014, o lder absoluto em nmero de espectadores no Brasil foi o dramalho A Culpa  das Estrelas. Por aqui tambm est a segunda maior base de fs  logo atrs dos EUA  da distopia Jogos Vorazes. O terceiro filme da franquia chega aos cinemas na prxima quarta-feira, e o  Brasil  um dos pases escolhidos para sua estreia mundial. Reportagem de VEJA.com mostra que, de olho no filo, as produtoras nacionais comeam a trabalhar para lanar longas destinados ao pblico jovem.  

O CRIADOR DE FICES CIENTFICAS
No sculo XV, o italiano Leonardo da Vinci criou mecanismos que s ganhariam vida centenas de anos depois. O engenheiro, arquiteto e artista italiano  responsvel pelos ancestrais do helicptero, avio, metralhadora, teares automticos e outras tecnologias essenciais para a vida atual. "Ele no era o melhor em todas as reas do conhecimento, mas tinha uma capacidade nica para reuni-las e criar algo novo. E fazia isso de forma sistemtica, antes da inveno da cincia como a conhecemos hoje", diz o historiador italiano Cludio Giorgione, curador cientfico do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci, em Milo, na Itlia, de onde vieram cerca de quarenta peas para uma exposio que est em So Paulo. Em reportagem do site de VEJA, especialistas selecionam as principais obras da mostra e explicam seu significado e relevncia para a cincia. 


1#2 CARTA AO LEITOR  OS LIMITES DO MALABARISMO
     As leis econmicas podem ser desrespeitadas por algum tempo sem sanes drsticas imediatas, mas seu abuso constante e prolongado traz consequncias desastrosas.  o que procura mostrar a reportagem desta edio de VEJA que analisa a tentativa da presidente Dilma Rousseff de alterar a Lei de Diretrizes Oramentarias (LDO). O objetivo da presidente  conseguir a aprovao no Congresso de um projeto que apague da coluna de gastos os investimentos e as desoneraes tributrias. Simplificando, isso equivale a um pai exigir do gerente do banco que no subtraia de sua conta os valores dos cheques que ele passou para pagar a escola dos filhos e o seguro-sade  pois essas despesas resultaram em benefcios para a famlia.  essa mesmo a justificativa de Dilma ao pedir a mudana na LDO. Os investimentos do PAC (Programa de Acelerao do Crescimento) e as desoneraes de IPI (imposto sobre produtos industrializados) so inegavelmente teis ao pas e, portanto, no deveriam ser computados como gastos. 
     Faz sentido? Esse tipo de malabarismo funciona por algum tempo e, caso a LDO seja modificada, poder ser executado legalmente. Mas mexer na LDO no torna a iniciativa menos artificial. Ser legal no torna um gasto invisvel. Para efeito contbil, os cheques dados para pagar a escola ou o seguro-sade no diferem daqueles passados nos bares e lojas de artigos de luxo. Da mesma forma, os gastos do governo, sejam de boa ou m qualidade, devem ser computados na coluna de dbitos. 
     A reportagem de VEJA mostra que, ocasionalmente,  aceitvel que os governos busquem amparo legal para manobras contbeis que minimizem o impacto de gastos extraordinrios. O que um governo no pode fazer impunemente, mesmo aquele que age com a melhor das intenes,  esperar lenincia das leis econmicas. Cedo ou tarde vai chegar a conta por gastar mais do que arrecada. Ela vir na forma de perda de credibilidade, que eleva as exigncias dos credores internos e externos do Brasil, levando ao aumento dos juros e este ao resfriamento ainda mais profundo da economia, com queda no nvel de emprego. No h emenda na LDO capaz de impedir esse desfecho. Por isso, o melhor caminho sempre  o da transparncia. 


1#3 ENTREVISTA  JOO DIONISIO AMODO  AO POVO  QUE  DO POVO
O presidente do Partido Novo, que aguarda a aprovao de registro no TSE, prega a reduo do Estado, dos impostos e dos privilgios sociais  tudo o que os polticos menos querem.
DUDA TEIXEIRA

Os dois partidos com mais seguidores no Facebook esto, como  de esperar, entre os maiores e mais tradicionais: PSDB e PT. O terceiro lugar na lista, porm, nem sequer existe oficialmente, pois ainda aguarda seu registro ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  o Partido Novo, que se prepara para disputar as eleies para vereadores e prefeitos de 2016. Entre as suas bandeiras esto reduzir o tamanho do Estado, estimular a iniciativa privada, simplificar impostos e eliminar privilgios sociais, como as cotas raciais. Seu fundador e presidente, o engenheiro e administrador carioca Joo Dionisio Amoedo, de 52 anos,  conselheiro do banco Ita-BBA e da Joo Fortes Engenharia. Ele concedeu a seguinte entrevista em So Paulo. 

Em uma entrevista ao jornal O Globo, o senador tucano Acio Neves, derrotado nas eleies presidenciais, disse: "Para a direita no adianta me empurrar que eu no vou". O que o senhor acha dessa declarao? 
Entendo que Acio disse a frase dentro de um contexto especfico (a pergunta do jornal falava sobre "a nova direita indo s ruas e pedindo a volta dos militares"), mas no gosto da ideia de utilizar rtulos que, no Brasil, tm o significado distorcido. Por aqui h uma grande confuso e incoerncia sobre o que  ser de direita ou ser de esquerda. Acredito que o debate esclarecedor e produtivo deva ser sobre valores e ideias, e no em torno de esteretipos. 

Por no ser identificado como de esquerda, o Partido Novo no pode acabar sendo associado a quem pede a volta dos militares? 
No. A deciso trabalhosa e custosa de montar um partido demonstra a nossa crena nas instituies democrticas e no Estado de direito. Nossa defesa das liberdades individuais se ope diretamente a qualquer ideia de controle militar. Alm disso, desde o incio desse projeto, temos enfatizado que no h atalhos para construir algo sustentvel. A mudana passa pelo entendimento e pela aceitao de princpios e valores por parte da nossa sociedade. So os indivduos conscientes, por meio do voto, que faro as transformaes necessrias no futuro. 

Quais so os valores do Novo? 
Um dos que mais me tocam  a ideia de que nada fornecido pelo Estado  gratuito. Todos os dias, nossos lderes polticos gostam de vender a promessa de inmeros benefcios, mas no nos informam como isso ser pago ou, pior, deixam no ar a impresso de que essa conta ser bancada por terceiros. Infelizmente, essa possibilidade no existe.  uma iluso. No h gratuidade, e a conta acaba chegando com juros e correo principalmente aos mais pobres. Nosso objetivo  demonstrar, por meio da lgica e de exemplos ao redor do mundo, que a fatura do que est sendo feito hoje vir e que, quanto antes revertermos esse processo, menos doloroso ser lidar com ele. Quando o governo gasta sem controle, a noo de que o cobertor ficou curto demais sempre aparece. Foi isso que aconteceu no incio do ano, quando a Receita props o aumento de impostos da cerveja para compensar o socorro dado ao setor eltrico. Para ns, o governo deve gastar menos e ceder espao aos indivduos e s empresas. 

A promoo da iniciativa privada no seria algo compartilhado com o Partido Democratas (DEM), de vis liberal? 
No vejo to clara entre eles a defesa da reduo do Estado. Alm disso, somos fortemente a favor da desestatizao de empresas. Achamos que o governo no deve ter participao em nenhuma companhia, em nenhum setor. 

Por que o senhor fala em "desestatizao", e no em "privatizao"? 
Prefiro esse termo porque, teoricamente, as empresas j so privadas.  o natural. Falar em desestatizao para mim faz  mais sentido, pois as empresas no so originalmente do Estado. 

Qual  a sua avaliao sobre as cotas raciais e sociais? 
No Brasil, o conceito de direitos , muitas vezes, confundido com o de privilgios. As cotas criadas nos servios pblicos e nas faculdades e o tratamento diferenciado para minorias so exemplos de medidas que desvirtuam o princpio constitucional de que todos so iguais perante a lei. Eles dividem a populao e criam incentivos para que grupos se organizem para demandar benefcios. No sou a favor de dividir a sociedade nem de estabelecer privilgios de nenhuma espcie. Todos devem ser iguais perante a lei. 

Esse no deveria ser o discurso da esquerda? 
Isso s mostra como  difcil definir o Novo: liberal, direita, esquerda. Temos valores de todos os lados. 

O senhor  contra o Bolsa Famlia? 
No sou. Do ponto de vista custo-benefcio, esse  o melhor programa do Estado. O custo  baixo, de 25 bilhes de reais, menor que o do seguro-desemprego, que deve consumir 35 bilhes de reais neste ano. O maior mrito do Bolsa Famlia  fornecer o dinheiro s pessoas, que podem us-lo da maneira que elas acharem mais adequada. Podem comprar comida no supermercado ou a roupa de que precisam onde quiserem, na rede privada. No foi preciso que o governo construsse supermercados e comprasse alimentos. O modelo  parecido com o que gostaramos de fazer na sade e na educao, em que os mais pobres receberiam uma ajuda financeira, um voucher, e poderiam escolher a escola que desejassem para seus filhos, o hospital que melhor os atendesse. No h necessidade de o governo construir colgios, clnicas, contratar educadores, mdicos nem adquirir equipamentos. O nico porm do Bolsa Famlia  no ter um objetivo definido. Afinal, ele existe para perpetuar as pessoas na pobreza ou para tir-las de l? No meu entender, a medida do seu xito deveria ser a reduo do nmero de usurios. 

Pelo que o senhor tem acompanhado, qual tem sido o objetivo do Bolsa Famlia? 
Minha impresso  que querem manter a populao na pobreza. Digo isso porque o governo parece festejar sempre que o nmero de usurios cresce. 

O Novo ainda no recebeu o registro do TSE e ter de comear na poltica do zero. H o medo de que uma futura reforma poltica crie uma clusula de barreira e deixe o Novo de fora? 
No chega a ser uma preocupao. Mas nos incomoda que a reforma seja usada para dificultar a alternncia de poder. 

O argumento usado pelos defensores da clusula de barreira  evitar a proliferao de partidos nanicos, de aluguel. Essa justificativa faz sentido? 
O problema do Brasil no  o aumento do nmero de partidos. Para um grupo que no tem  sua disposio uma mquina partidria j constituda, como era o nosso caso, criar um partido do nada  uma misso extremamente difcil. Coletamos 1 milho de assinaturas em dezessete estados brasileiros para ter a metade delas aprovada pelos cartrios eleitorais. A questo  que muitos partidos so criados porque existem incentivos por parte do Estado, como o horrio gratuito e o fundo partidrio, em que a Unio distribui recursos entre as siglas. Ambos so exemplos de m utilizao dos nossos impostos. O cidado no deveria pagar para financiar uma legenda com a qual no tem afinidade. O oramento de cada partido deveria vir exclusivamente de seus filiados e apoiadores.  deles que os partidos devem se aproximar, no do Estado. 

Se os candidatos do Novo vencerem eleies, eles recebero verba do fundo partidrio de qualquer maneira, no? 
Nesse caso, pretendemos utilizar esses recursos para promover campanhas contra a existncia do fundo. 

E quanto ao horrio eleitoral? 
No sei muito bem se  permitido, pela legislao, fazer propaganda contra o horrio eleitoral. Se isso no for possvel, faremos uma campanha institucional, mostrando nossos valores e propostas. De qualquer jeito, achamos que o horrio eleitoral gratuito  desnecessrio pelo alto custo que cobra dos pagadores de impostos. Alm disso, com o avano das mdias digitais, os partidos possuem inmeras ferramentas para disseminar suas propostas. 

Outro item possvel da reforma poltica  o financiamento pblico de campanhas. Qual  a posio do senhor a esse respeito? 
No devemos onerar ainda mais o cidado para subsidiar partidos e campanhas eleitorais. Alm disso, no est claro como essa verba seria repartida. Parece-me razovel supor que ela beneficiaria os que esto no poder, reduzindo a possibilidade de alternncia de governo. Tambm no compartilho a ideia de que o financiamento pblico reduzir a corrupo. Apenas a diminuio do escopo de atuao do Estado e o rigor nas punies melhoraro esse quadro. 

O governo e o PT tm falado muito em realizar consultas diretamente ao povo sobre uma reforma poltica, cujo  contedo ainda no foi definido. O senhor  a favor dessa prtica? 
Nos estados da federao, plebiscitos e referendos poderiam ser uma boa alternativa para assuntos polmicos e de difcil deciso, como o aborto. Entretanto, quando esse mpeto acontece imediatamente aps uma campanha eleitoral em que poucas ideias foram debatidas, a proposta parece mais uma manobra do governo para implementar medidas do seu exclusivo interesse, sem a participao das instituies democrticas. 

Qual  a posio do Novo em relao ao aborto e  legalizao das drogas? 
Esses so assuntos importantes, mas no so prioritrios em nossa agenda. Nossa ateno est voltada para a melhora da atuao do Estado e dos servios de sade, educao e segurana. No momento, essas discusses s dividiriam a populao e obstruiriam a nossa agenda de reformas. 

Mas qual  a sua opinio pessoal sobre esses temas? 
Sou a favor do aborto nas situaes previstas pela legislao, como nos casos de vtimas de estupro e de risco de vida para a me. Sobre drogas, sou contra a criminalizao, que considero uma forma ineficiente e custosa para combater o consumo. 

Por que no h polticos famosos dentro do Novo? 
Desde o comeo, tivemos como objetivo atrair lideranas novas em torno de ideias e de valores. A maior parte dos nossos fundadores so profissionais liberais: administradores, engenheiros, arquitetos e mdicos. Polticos conhecidos so bem-vindos, desde que compartilhem nossos valores. S lembramos sempre a eles que nossos filiados, uma vez no poder, tero como misso reduzir o poder de quem l chegou, como eles, devolvendo-o ao cidado. 

Querer que os polticos abram mo dos privilgios que acabaram de ganhar no seria um tanto utpico? 
No se pode generalizar. Acreditamos que h cidados que querem sinceramente prestar um servio  comunidade por meio da poltica. No nos surpreende, porm, que um grupo que  avaliado apenas a cada quatro anos e que dispe de um elevado volume de recursos de terceiros para administrar, sem um plano claro de metas, acabe priorizando interesses pessoais. Da a necessidade de reduzir o poder e o volume de recursos sob gesto do governo. 

A Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, fala muito em "nova poltica". H mais semelhanas ou diferenas com o Novo? 
A inteno de Marina  engajar os cidados na poltica e atuar de forma tica. Nesse ponto, concordamos. Entretanto, temos duas grandes diferenas. O Novo defende a tese de que um partido deve gravitar em torno de ideias, e no de um nico expoente, uma pessoa. Outra disparidade  que a Rede aposta no planejamento central do Estado. Logo que se divulgou o programa de Marina, analistas fizeram o clculo de qual seria o gasto adicional: 95 bilhes de reais. Esse dinheiro obviamente sairia dos impostos, que teriam de ser pagos por todos ns. O Novo quer o contrrio: reduzir os gastos do Estado para que o dinheiro volte para o povo. 


1#4 LYA LUFT  A NAU AVARIADA
     No artigo anterior escrevi sobre o desejo (ingnuo) de unio, uma vez que estamos todos neste grande navio onde nada funciona bem: economia, sade, educao, infraestrutura, honradez e confiana nas instituies. De vez em quando  bom permitir-se um desejo inocente. A realidade, porm,  outra, disso todos sabemos, sobretudo quem inventa artifcios para se firmar em seu posto, como dizer que est tudo muito bem. 
     Est tudo periclitando: dois dos pilares de uma nao soberana so confiana e verdade  estas esto gravemente abaladas no Brasil. Agora mesmo comeam as medidas que, segundo tantos, seriam tomadas pela oposio caso ela vencesse: cortes e aumentos. O povo pobre, cansado, exaurido e iludido, que no tinha como prever isso, agora paga a alta conta. E diz, suspirando: "Vamos tocar em frente". Tambm se afirma que acabou a pobreza no pas, a misria j no existe: um dos recursos foi inventar que todo aquele que ganha acima de 300 reais por ms  classe mdia. Sem comentrios.  
     Outra base  a liberdade: uma nao no  soberana se os cidados no podem se expressar sem medo de represso. Ofensas graves podem ser cobradas. Porm, a repetida inteno de regulamentar, isto , amordaar, a imprensa revela um autoritarismo impensvel numa democracia. A esperana  que o Congresso impea isso a qualquer custo, incluindo a vozes honradas e fortes de todos os partidos, ou estaremos fora das naes ditas livres. 
     Mais um pilar desse fundamento de muitas pernas  a educao, sobre a qual falo e escrevo h tantos anos. Raramente comento algum livro: estou do lado de c do balco, escrevo livros, no os estudo nem critico, isso deixo para especialistas ou colegas que o saibam fazer. Mas sugiro minha leitura destes dias: As Crianas Mais Inteligentes do Mundo, de Amanda Ripley. Uma experiente jornalista americana acompanhou por um bom tempo trs alunos de 2 grau que foram estudar na Finlndia, Coreia do Sul e Polnia. Nesses pases estavam os estudantes que mais se destacavam num critrio estabelecido mundialmente, o chamado Pisa, que avalia o grau de excelncia do ensino em vrias naes. O resultado foi que nesses trs lugares estavam os melhores alunos, o melhor ensino, os melhores professores, ganhando at de pases mais ricos, como os Estados Unidos. 
     O que os distinguia? Resumindo: rigor. Palavra que nos d arrepios, ns que somos do "deixa pra l", "toca em frente", "Deus quis assim", e por a vai. Rigor significa, nesses casos, primeiro, alta valorizao dos professores, muito exigidos na sua preparao, muito estimulados e, consequentemente, muito respeitados e bem pagos. O cargo de professor  to valorizado quanto a profisso de mdico. Portanto, professores satisfeitos, competentes, que por sua vez vo ser exigentes com seus alunos. 
     Isso no significa frios, cruis, carrascos, mas respeitosos: s respeito aquele do qual posso exigir algo dentro do possvel. Assim, alunos se esforam, orgulham-se de suas notas, gostam de estudar e trabalhar. Nessas escolas o aluno mais apreciado no  o melhor esportista nem o mais popular, mas o melhor no estudo e na compostura. H uma competio saudvel e alegre no trabalho pelo futuro pessoal. 
     Aqui, onde o estudo  cada vez mais fraco, um deputado prope que se retire das escolas o ensino do ingls; uma alta autoridade sugere o mesmo para "matrias inteis como filosofia e sociologia, pois os alunos j estudam demais". 
     Um dado surpreende no citado livro: excelncia no tem a ver com raa nem riqueza. Mas no se pode aplicar nada disso onde reinam misria e descaso, como revelam frequentes reportagens no Brasil sobre lugares sem escola, escola sem assoalho, sem cadeiras nem mesas, sem material escolar e sem comida para as crianas. Perguntaram a um menininho o que ele mais queria poder comer na escola. Ele disse, baixinho: "Arroz". 
     H outros pilares para estabelecer uma nao soberana e livre, enquanto ns aqui afundamos na omisso e na resignada mediocridade. Merecamos mais. 


1#5 LEITOR
GOVERNO DILMA
Presidente Dilma, por favor no governe em causa prpria, como a maioria de nossos polticos ("Dilma e seu labirinto", 12 de novembro). Pense nos brasileiros que fazem o Brasil, e no s nos que "aproveitam" o Brasil. Obrigada. 
DARCY DE FTIMA NETO 
So Paulo, SP 

Durante seu primeiro mandato, a presidente Dilma construiu uma enorme herana maldita, capaz de inviabilizar o governo de qualquer adversrio que ganhasse a eleio em 2014. Como se reelegeu, a herana caiu em seu prprio colo. 
ABEL PIRES RODRIGUES 
Rio de Janeiro, RJ 

O Brasil , definitivamente, um pas surreal. Duas semanas aps as eleies, assistimos a uma presidente vitoriosa, reeleita, perambular solitria e desanimada pelo palcio, aparentemente surpresa com a descoberta da bomba prestes a explodir em seu colo, plantada e armada por seu partido, por seu antecessor e por ela mesma, sistematicamente, durante os ltimos doze anos, em que detiveram o poder, com controle total do Congresso e, diga-se, com uma quase conivncia silenciosa das oposies. De outro lado, o candidato derrotado das oposies comemora a vitria pelos seus 51 milhes de votos, maravilhado com a descoberta da fora de liderana que isso lhe proporciona para fazer uma oposio decente, como se no tivesse tido essa oportunidade e tal obrigao durante os ltimos doze anos. 
ETIENNE DOUAT 
Joinville, SC  

Dilma reeleita presidente... Os brasileiros que tm um pouco de informao esto cada vez mais assustados; os que nem tanto, cada vez mais enganados. 
ELENIR ALVES MACEDO DE GODOY 
So Jos do Rio Preto, SP 

Quando se exagera na bebida, tem-se ressaca alcolica. Quando se exagera nas falcatruas e mentiras, tem-se ressaca moral  e isso provoca depresso e isolamento. 
MARCOS A.L. SANTANA 
Palmas (TO), via smartphone 

Solido, como assim? Dilma teve mais de 51% dos votos vlidos no segundo turno da eleio presidencial! Ela foi reeleita democraticamente, e a postura de cada brasileiro, neste momento, deveria ser de torcer e contribuir para um futuro mais justo para todos e a favor do Brasil. 
ELIENE COUTINHO MAIA 
Viosa, MG  

Dilma comea a tomar as 'medidas impopulares' que, na campanha presidencial, atribua a Acio Neves. 
EUGNIO JOS ALATI
Campinas, SP

A solido de Dilma  apenas o sintoma inicial de uma doena: a busca do poder pelo poder, a qualquer custo, ou, como profetizou seu criador no incio da campanha presidencial deste ano, "fazendo o diabo" para ganhar as eleies! Falta de projeto para o Brasil, excesso de soberba e aquela velha autossuficincia lulopetista de quem aparelhou o Estado e se afastou da realidade... Pobre Brasil. Dilma entra para a histria, bem ao gosto do discurso lulista, como herdeira de sua herana maldita. E ver com os prprios botes  solitria  como nem todo fim justifica os meios. 
JOS PAULO FERREIRA 
Campo Grande, MS 

J.R. GUZZO 
Concordo com o ponto de vista defendido por J.R. Guzzo no artigo "Dilma em estado puro" (12 de novembro). Sinceramente, no consigo enxergar lucidez nos pedidos de dilogo da presidente Dilma. No consigo avistar boa vontade nas aes de Dilma, porque ela pediu o dilogo aps o resultado do pleito eleitoral e, na semana seguinte, por decreto, tentou dar incio  "venezuelizao" do Brasil. Assim sendo, percebo o dilogo como algo, realmente, impossvel. 
ANDERSON LUS PIRES SILVEIRA 
Santa Maria, RS 

CARTA AO LEITOR 
VEJA  trincheira da democracia e da liberdade de imprensa ("Nossa vitria nas eleies", Carta ao Leitor, 12 de novembro). O Brasil tem de se manter informado, e bem, como procede VEJA. Que os membros da equipe prossigam vigilantes e atuantes como tm feito, sobretudo como ocorreu durante a cobertura no perodo eleitoral recente. A luta continua. 
CLUDIO DOURADO 
Salvador (BA), via lablet 

 um privilgio poder contar com VEJA, que, mesmo diante de ameaas e agresses, mantm o compromisso de levar a informao a seus leitores e assinantes. Acredito que, onde estiver, o senhor Roberto Civita est feliz e realizado por ter constitudo esse destemido veculo de comunicao que tem nos acompanhado e informado nos momentos mais difceis de nossa histria. 
CSAR MARCELO O. PAIVA 
So Lus, MA 

ELIAS JAUA NO BRASIL 
No fundo, a reportagem "Uma visita muito suspeita" (12 de novembro), sobre a visita ao Brasil do ministro-chefe das milcias bolivarianas da Venezuela, Elias Jaua, no pode ser encarada com surpresa. H anos se fala aqui e acol sobre a possibilidade de o MST tornar-se algo como as Farc na Colmbia. Novidade foi a notcia de que o governo federal no sabia antecipadamente da tal visita, at porque, como a prpria reportagem nos mostra, parlamentares petistas sabiam. 
RONALDO CRUZ 
Recife, PE 

Desvendar as artimanhas e malfeitos de governos, principalmente os corruptos e mal-intencionados castradores da liberdade, como este do PT,  um bem incontestvel para a nao brasileira. Sabendo que o MST  bancado poltica e financeiramente pelo governo, isso nos d a certeza de que a presena desse ministro venezuelano em pleno perodo de eleies foi para "tocar fogo no campo" se as eleies no favorecessem o PT. A ameaa do senhor Stedile, parasita governamental que comanda o MST, no foi por brincadeira. Eis a prova da verdade, com a presena desse indivduo, pretenso disseminador da ditadura bolivariana no Brasil. E vai ficar tudo por isso mesmo? Que pas  este? 
JOS PERIGUARY COELHO 
Fortaleza, CE 

No h dvida em relao aos interesses claramente manifestos do governo venezuelano em treinar e armar milcias rurais e urbanas com a finalidade de provocar caos e desordem no Brasil. Claro que o governo federal sabia dos objetivos dessa visita. Acontece que a mentira, a falsa surpresa e a indignao fazem parte do modo como o PT atua: mentindo e desmentindo conforme a convenincia do momento. 
SILVIO CARLOS CURY 
Foz do Iguau, PR 

GUSTAVO IOSCHPE 
Li o artigo "Estamos acabando com o pas" (12 de novembro), de Gustavo Ioschpe, sobre a frequente doutrinao socialista que vem sendo apregoada nas escolas brasileiras. Como aluna da rede pblica desde os 5 anos e agora me preocupada com a educao da filha, devo dizer que estou de pleno acordo com as palavras de Gustavo. Cursei licenciatura na Universidade Federal do Paran de 2006 a 2009. A quantidade de pessoas (corpo docente e discente) que julgam que o caminho a trilhar  o do socialismo me alarma e entristece. Para no enveredar pelo caminho da deselegncia, trata-se de uma gente com apego excessivo s prprias convices. 
TACIANA R. GIOPPO 
Curitiba, PR 

Excelente artigo. Sou professora e, com muita tristeza, sei que  fato o que Gustavo Ioschpe escreveu. Alguns professores inundam suas aulas com comentrios ideolgicos retrgrados e ultrapassados, como se fossem a soluo para os problemas do mundo, quando na verdade s esto criando mais um. Como formadores de opinio, devem levar o aluno a refletir sobre questes atuais e mostrar as consequncias de cada movimento para a sociedade futura, sem pender para ideologias polticas. Essa doutrinao poltica no deu certo e nunca vai dar, porque na realidade no se aplica de forma sustentvel e salutar  nao. 
ISABEL CRISTINA SENFF 
Curitiba, PR 

Gustavo Ioschpe tocou o dedo na ferida de maneira brilhante.  lamentvel como nossas instituies de ensino se deixaram envolver por esse tipo de "pseudo-professor". Nesse artigo fica muito claro como e por que nosso ensino se mostra to medocre. 
AGOSTINHO PA SILVA BORGES 
Belo Horizonte (MG), via tablet 

Perfeito e sensacional! Que quadro lcido sobre a tragdia do ensino brasileiro, relacionado ao momento que vivemos, de maior inverso de valores da nossa histria. Senhores pais e estudantes, acordem! 
ROMULO SIMES ANGELICA 
Belm (PA), via tablet 

O espetacular artigo de Gustavo pe a culpa do resultado das ltimas eleies em quem realmente deve: ns. Antes de ficar culpando os pobres, os nordestinos..., temos de olhar para dentro de casa e nos conscientizar: o que estamos fazendo aqui para mudar nosso pas? 
DANIEL WERNECK PINHEIRO 
Canoas (RS), via tablet 

Vivemos hoje as consequncias do descaso com a educao por dcadas: o populismo e a demagogia so ferramentas que vm obtendo resultados positivos nas urnas, demonstrando que passamos por uma grande crise moral, alm de intelectual. Como  bom saber que meus sussurros, que se iniciaram h quase trinta anos, denunciando esse abuso, agora so gritados por algum com voz! 
FRANCISCO TEODORICO PIRES DE SOUZA 
Ribeiro Preto (SP), via tablet 

CLUDIO DE MOURA CASTRO
Brilhante, coerente e oportuno o artigo "Cincia sem com Fronteiras" (12 de novembro), do economista Cludio de Moura Castro. Alm dos obstculos para a obteno de visto de trabalho para estrangeiros no Brasil, dificuldade semelhante observa-se para o ingresso deles em nosso robusto e qualificado Sistema Nacional de Ps-Graduao. A legislao brasileira para titulao de ps-graduandos  retrgrada e trata os estrangeiros como se viessem exercer uma profisso em nosso pas. Tudo isso refora, claramente, a tese de reserva de mercado e que a cincia no Brasil tem "fronteiras" quase intransponveis. 
ROBERTO GERMANO COSTA 
Comendador da Ordem Nacional do Mrito Cientfico 
Joo Pessoa, PB 

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO 
"Primoroso" foi o adjetivo que me surgiu na mente logo depois de ler o artigo "As urnas pelo avesso" (12 de novembro), de Roberto Pompeu de Toledo. A anlise da conjuntura poltica brasileira ps-eleitoral feita por Pompeu  digna de ser guardada com todo o zelo, para ser resgatada daqui a algum tempo, talvez mais brevemente do que imaginamos. Espero que o PSDB volte a ser o partido anunciado em 1988, como contraponto  pasmaceira e  falia de rumo do governo Sarney.  aquele partido que pode ser novamente a energia que vai sacudir a sociedade brasileira, como o fez com Fernando Henrique Cardoso, Mrio Covas e outros. O senador Acio Neves conta com tudo para ser o grande lder da oposio, inclusive do legado dos lderes citados. Vamos torcer para que ele se mantenha firme nesse objetivo. 
JOS ELIAS AIEX NETO 
Foz do Iguau, PR 

LIGIA KOGOS 
Mandei colocar em moldura a entrevista ''Eterna enquanto dure" (12 de novembro), com a cientista (a forma como me refiro  dermatologista) Lgia Kogos. Bela entrevista, de alto alcance, que valoriza a vida e estimula a pessoa a se cuidar. Nada melhor que a juventude e a sade, independentemente da idade cronolgica. Fao doze horas de ginstica por semana, quatro delas acompanhado pela melhor professora do Brasil. Aos domingos, fao minha leitura indispensvel da semana  a revista VEJA, com reportagens bem escritas e fundamentadas. Depois que as leio, arquivo as Pginas Amarelas e as transformo numa coletnea. A histria da revista e de seus fundadores  apaixonante! 
JOS MENDONA 
Salvador, BA 

Em um perodo em que a palavra de ordem  a preocupao com a beleza e a longevidade, custe o que custar, vem a dermatologista Lgia Kogos, com muita propriedade e conscincia, afirmar que as aplicaes de preenchimento, Botox, devem ser feitas com parcimnia e moderao, o mais naturais possvel, para que a expresso no se deforme e o resultado no fique estranho e ao mesmo tempo perigoso. 
RUVIN BER JOS SINGAL 
So Paulo, SP 

Atrizes, cantoras e profissionais que precisam da imagem para viver encasquetaram a ideia de que Botox  essencial, de que ficam mais jovens, com a pele mais lisinha, sem rugas... Vende mais a imagem com Botox. Ledo engano! Estamos esperando mais profissionais corajosas, como a atriz Julia Roberts, que se recusam a utilizar esse procedimento para "ser bonitas'' para sempre. Julia Roberts no usou Botox...  transparente a diferena radiante dela em relao a outras atrizes que se submeteram a tal tratamento. 
LUIZA ROBERTA MARTINS FERNANDES 
So Paulo, SP 

Esconder as rugas  esconder que voc viveu. Na carteira de identidade, a sua idade comprovar sempre o que o Botox esconde. 
TERESA ABREU DE ALMEIDA 
Rio de Janeiro, RJ 

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o nmero da cdula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redao, VEJA - Caixa Postal 11079 - CEP 05422-970 - So Paulo - SP: Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at 3 quarta-feira de cada semana.


1#6 BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
ESTAMOS QUITES 
A palavra "quite"  um adjetivo nascido como particpio irregular do verbo "quitar". No sofre flexo de gnero, ou seja, permanece invarivel qualquer que seja o sexo do indivduo a que se refere: dizemos que Joo est quite e que Maria tambm est quite. A flexo de nmero, porm,  obrigatria: Joo e Maria esto quites. www.veja.com/sobrepalavras 

QUANTO DRAMA! 
PATRCIA VILLALBA 
IMPRIO 
O autor Aguinaldo Silva anunciou que, sim, o comendador Jos Alfredo, protagonista da novela Imprio, vai morrer em breve. "Estou triste. Acabei de escrever a cena em que o comendador morre. Sim, ele morre e  enterrado... Mas alguma coisa surpreendente sempre pode acontecer no terceiro dia, no  mesmo?", escreveu. www.veja.com/quantodrama 

FAZENDO MEU BLOG 
PAULA PIMENTA 
MSICA 
A cantora americana Meghan Trainor no para de tocar no meu player. E pelo visto no s no meu: All About That Bass, seu single de estreia, est entre os primeiros lugares nas paradas americanas, britnicas, canadenses e australianas. A cada msica dela que escuto viro mais f. www.veja.com/paulapimenta 

CIDADES SEM FRONTEIRAS
DINHEIRO TRAZ FELICIDADE
Que dinheiro traz felicidade todo mundo sabe. J foi at mesmo cientificamente comprovado que quem ganha mais , de fato, mais feliz. A novidade  que ser feliz depende mais da maneira como gastamos nosso dinheiro do que de apenas ganh-lo. A explicao est baseada numa ideia explorada pela publicidade desde sempre: o que nos proporciona felicidade no so os bens em si, mas as experincias que podemos viver por meio deles. Um bom exemplo vem da professora de psicologia da canadense University of British Columbia Elizabeth Dunn, coautora do livro Happy Money (Dinheiro Feliz): em vez de gastar dinheiro com um carro superconfortvel para ficar horas no trnsito,  mais benfico pagar por um lugar para morar perto do trabalho e passar alguns momentos com os filhos no fim do dia. Segundo ela, so esses minutos a mais, e no o banco de couro de um automvel nem a bela casa aonde s se chega para dormir, que realmente podem proporcionar felicidade. www.veja.com/cidadessemfronteiras 

NOVA TEMPORADA
ELIZABETH II
O Netflix confirmou a produo da srie The Crown, com estreia prevista para 2016 nos pases onde o site opera, incluindo o Brasil. A srie  uma adaptao da pea The Audience, escrita por Peter Morgan, que apresenta os encontros semanais entre a rainha Elizabeth II e os primeiros-ministros que passaram pelo governo ingls durante seu reinado, entre eles Winston Churchill, Margaret Thatcher, Tony Blair, Gordon Brown e David Cameron. A primeira temporada comea com Elizabeth II aos 25 anos de idade, perodo em que ainda era uma princesa. Naquela poca, j ciente de que poderia assumir o trono em breve, ela buscou criar alianas com Winston Churchill, um poltico dominador e endurecido pela guerra. www.veja.com/temporada 

VEJA MERCADOS
S GASTAR MAIS NO RESOLVE
No adianta despejar dinheiro em cima de um problema: o que resolve  ter polticas pblicas corretas e bem executadas. Essa  uma das concluses de um estudo feito pela Macroplan, consultoria especializada em gesto pblica. Ao organizar e analisar dados de 27 estados brasileiros na ltima dcada, a Macroplan conseguiu medir o que os estudiosos de polticas pblicas j sabiam. "Nem sempre o aumento de gastos se traduz em resultados relevantes no desempenho dos estados", diz Andrea Belfort, a coordenadora do estudo. Em Alagoas, por exemplo, apesar de a despesa per capita com segurana ter subido quase 63% entre 2005 e 2012, a taxa de homicdios quase dobrou na ltima dcada (alta de 88%) e  a maior entre todos os estados brasileiros (dados de 2012). Na educao, Santa Catarina teve o melhor resultado no Ideb da rede pblica estadual (nota 4) e investiu por aluno quase a metade do valor de So Paulo, que obteve nota 3,9. www.veja.com/vejamercados

* Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


